05/03/2018

Escrever liberta


Quando as recordações remexem nos sentidos e as emoções fervilham à flor da pele, há rios que transbordam as margens da inquietude latente em mim. Caudais de palavras que desaguam em prosa ou poesia. A cama onde converto os pesadelos em sonhos.  
Escorrem-me dos dedos, sem que os consiga conter, rabiscos enraivecidos pelo que não sabem dizer. Ou apaziguados pelo que enfim deram a conhecer. São os desígnios do infinito das almas feitas de sonho, que não cabem num só mundo. Que precisam de muito mais que um espaço para se transcender.
Há universos onde me perco, mergulhando nas reminiscências do meu ser. Só para depois submergir na ilusão dos sentidos, que teimam em me fazer viver
… nesta liberdade aprisionada que é a necessidade de escrever!




Enviar um comentário