21/03/2018

Pétalas ao vento... no Dia da Poesia

Imagem © Amanda Cass


Pétalas ao vento
Neste dia de aragem fria
Chegou vestida de Inverno
A Primavera
Mas lá fora, o sol brilha
A desafiar os cachecóis
E as almas sombrias
A dar luz ao pensamento
Porque todo o sentimento
Será eterno
Se lhe dermos a primazia
De ser o único dos sóis
Reinantes da sua era
Ah… que delírios eu invento
Só porque sinto dentro de mim
A inquietação das palavras
Feitas em poema
E hoje, dizem: é dia da Poesia
                               … mas eu sinto-a em qualquer dia!


17/03/2018

Caminhos de Espinhos


Um dia…
caminhei sobre espinhos
e senti os meus pés sangrar.
Pensei que não aguentaria a dor
e tive vontade de parar,
terminar ali o meu caminho,
que a vida não tinha mais valor.

E nesse dia…
abandonei-me ao desespero
que a minha dor alimentava.
Balançou dentro de mim
tudo aquilo em que acreditava.
Sentimento que sempre, enfim
me encurrala onde me esgueiro.

Mas o dia…
não era para acabar ali,
nem as voltas do caminho.
Era só mais um alibi
para a minha alma revoltosa
aprender a não temer os espinhos,
que são eles que levam às rosas. 



08/03/2018

Dia Internacional da Mulher

Imagem © Sylvie Facon


Não foram festas nem flores que levaram a que se escolhesse este dia para Dia Internacional da Mulher e confesso que também não gosto de dias marcados para relembrar ou celebrar seja o que for, no entanto hoje, em pleno século XXI, o mundo ainda nos dá motivos para recordarmos este dia. Mas não só às mulheres, penso eu… porque não é de género que se trata.
Mulher, eu sou todos os dias. E beijos, abraços e flores, gosto de receber em qualquer data. Assim como também gosto de dar, indiferentemente da ocasião. Gosto de receber sem saber porquê, de dar sem obrigação. Não gosto de diferenciações, nem de igualdades sem razão. Cada um na missão que lhe cabe…

… gosto mesmo é de paridade!




           Dia Internacional da Mulher

05/03/2018

Escrever liberta


Quando as recordações remexem nos sentidos e as emoções fervilham à flor da pele, há rios que transbordam as margens da inquietude latente em mim. Caudais de palavras que desaguam em prosa ou poesia. A cama onde converto os pesadelos em sonhos.  
Escorrem-me dos dedos, sem que os consiga conter, rabiscos enraivecidos pelo que não sabem dizer. Ou apaziguados pelo que enfim deram a conhecer. São os desígnios do infinito das almas feitas de sonho, que não cabem num só mundo. Que precisam de muito mais que um espaço para se transcender.
Há universos onde me perco, mergulhando nas reminiscências do meu ser. Só para depois submergir na ilusão dos sentidos, que teimam em me fazer viver
… nesta liberdade aprisionada que é a necessidade de escrever!




18/01/2018

Malabarismos Entre o Cérebro e o Coração

Imagem retirada da net sem referência ao autor 

Presos por sólidos laços de vida e existência, são como o extremo norte e o sul de um plano em trepidação. Tantas são as vezes que se repelem, como as que se tocam, no agitar do pano sob os ventos da paixão.
Eternos rivais? Não! Não o são, nem nunca o serão. Apenas, essências em contradição. Um freio do outro, nos momentos exaltação.
Companheiros de caminhada, quando o espírito é de temperança. Sempre, sempre tendo como destino a esperança. Afinal, querem os dois a mesma lembrança.
Mas o consenso é difícil de alcançar, por isso balançam ao sabor do sentimento. Que o tempo… esse não pode parar.

Malabaristas no trapézio da vida, tentando o equilíbrio para continuar.


16/01/2018

Viver O Momento

Fotografia retirada da net sem referência ao autor 

Correm rios de poesia
no meu ser fervilhante
e gestante… de sonhos e ideais.
Sempre num frenesim de alegoria
ao próprio instante
da alma, ansiando mais.

Ou dou tudo, ou serei nada…
em trilhos de paixão ardente.
Sou caminhante
na sinuosa estrada,
que me obriga a seguir em frente,
ainda que me torne errante.

Porque o meu instinto é um só:
não te detenhas em pormenores,
de muito ou pouco!
Um dia seremos pó,
com existência em coisas maiores
que este nosso mundo louco.

E o momento é agora,
na encruzilhada do ser.
Para poder ter, nas mãos, o destino
e saber estar, qualquer que seja a hora,
em todo o renascer.
Certa inocência do meu tino…