02/06/2009
17/05/2009
De Mim... Apenas...
Tudo na minha vida é intenso
Vitórias, derrotas …
Vividas com a mesma paixão
Lágrimas de fel
Beijos de mel
Sentidos com a mesma emoção
Só sei apostar sentimentos grandiosos
Ainda que depois sinta a derrota
Fastidiosos
Os pobres de espírito
Que numa penumbra envolta
Apenas valorizam a revolta
Não, eu não sei viver sem paixão
Sem ouvir o coração
Não quero albergar espírito pobre
Não quero existencia pequena
Quero morrer alma nobre
Para que tenha valido a pena …!
Liz
11/05/2009
Olhos Tristes
Repouso os meus sentidos
Nos teus olhos tristes
Que mágoas os atormentam?
Vejo nos teus olhos tristes
As dores que os alimentam
Aprisionadas nas malhas do lago
Que de tristeza se aguenta
Lago que quer transbordar
Por mil rios sem fim
E correr até ao mar
Num leito de cetim
Transportar lágrimas salgadas
Juntá-las ao mar
Dar mais sal às suas águas
E assim os teus olhos tristes
Deixariam de ser tristes
Porque as mágoas que os alimentam
Seriam oferecidas ao mar
Que as levaria nas suas tormentas
Liz
03/05/2009
Enganos
Na minha inocente vontade
Eras anjo … talvez querubim
E eu, amava-te assim
Longe de toda a verdade
Sem saber…
Que tudo o que me oferecias
Eram só palavras sem valor
Tingidas dessa dor
De alma que fingias
E que eu tanto queria acalmar
No meu colo acarinhar
Inocência feita menina
No meu coração aconchegada
Hipocrisia que me foi dada
Sem que eu desse por nada
A troco de todo o calor…
Eu queria aquecer
Essa existência gelada…!
22/04/2009
Sons da Minha Alma
Ouço o som do silêncio
Que neste momento me alimenta a alma
Profunda tranquilidade de uma tarde calma
Contra dizente a outras horas de euforia
Vagas, vãs e por vezes tão vazias
Mas nem sempre a minha alma dança
No ritmo deste som que hoje me preenche
Nem as horas de euforia são sempre
Vagas, vãs e vazias
Rock and roll ou valsa lenta envolvem-me
O espírito em alegria ou nostalgia
Necessidades da minha alma
Ora serenidade, ora rebeldia.
Liz
20/04/2009
Precisam-se Sentimentos
Precisas de sentimentos
Sentimentos que tu não sentes
Que ninguém se lembra de ter
Sentimentos que as gentes
Parecem não conhecer
Todos na azáfama do seu querer
Esquecidos de que alguém precisa
Precisa de sentir
Precisa de sorrir
Precisa de amar
Precisa de viver
Viver a vida com sentimento
Não morrer a cada momento
Sem amor e sem saber
Da vida o que é viver
Nos braços da amizade
Ou no simples toque de um olhar
Conhecer a cumplicidade
13/04/2009
Dupla Face do Silêncio
Condena, incrimina, julga
Numa manifestação ensurdecedora
Sem alma, sem sentimento
Olhos mudos embalam
A sofreguidão do momento
E cada minuto é hora
Eternizada pelo pensamento
Conforta, aconselha, acalma
Numa viagem por dentro
Serena o espírito inquieto
Apazigua a alma em sofrimento
Reencontro em si mesmo
Dos sinais de perdição
Permanência, na sabedoria da razão
Asserções do pensamento
Dupla face do silêncio